quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Em Nota, Camponeses denunciam intransigência do diretor do MMA no Projeto BRA/14/G32, conhecido em Sergipe com projeto PNUD

Leia:

CARTA DE DENUNCIA A INTRANSIGÊNCIA DO DIRETOR DO MINISTERIO DO MEIO AMBIENTE NO PROJETO BRA/14/G32 “CONHECIDO EM SERGIPE COMO PROJETO PNUD”

Nós, agricultores/as e técnicos/as ligados/as aos Assentamentos e Comunidades Camponesas do Sertão de Sergipe, que nos últimos 10 anos ajudamos a construir o colegiado do território do Alto Sertão Sergipano, utilizamos desta carta para denunciar e repudiar a intenção do atual diretor da pasta de Desenvolvimento Rural Sustentável e Combate a Desertificação do Ministério de Meio Ambiente, o Senhor Valdemar Rodrigues, em mudar de forma autoritária os rumos do Projeto BRA/14/G32 PIMS 3066 SERGIPE (projeto gerido em parceria entre o GEF, PNUD e MMA), que trata de fomentar tecnologias sociais e boas práticas de convivência com o semiárido nos Assentamentos Valmir Mota, Jacaré Curituba e Florestan Fernandes, em Canindé do São Francisco, além da Comunidade Rural Poço Preto, localizada no município de Poço Redondo, Alto Sertão Sergipano.
O primeiro ano do projeto foi marcado pelo trabalho em conjunto com as famílias das quatro áreas envolvidas, que produziu como resultado coletivo um diagnóstico socioambiental de cada área; a relação das boas práticas e tecnologias de interesse dos agricultores envolvidos, visando o apoio financeiro do projeto, assim como a inserção e envolvimento das famílias camponesas no contexto do projeto. Esses resultados foram alcançados por meio da realização de inúmeras oficinas, reuniões, cursos, dias de campo, visitas individuais e coletivas nos assentamentos e comunidades.
Após receber, avaliar e aprovar o diagnóstico e a relação das intervenções desejadas pelas famílias, o MMA, por meio da diretoria de Combate a Desertificação lançou um edital que atendia boa parte das demandas apontadas. Porém, depois de concluída esta fase e contratadas as instituições para execução das ações previstas no edital, o Senhor Valdemar resolve por conta própria, para o desgosto das famílias, retirar parte significativa do que já estava previsto, contratado, e com recurso financeiro assegurado pelo projeto segundo a demanda das famílias e o diagnóstico das áreas. É importante destacar ainda que o mesmo tem divulgado por onde passa que vai substituir 03 das 04 áreas, comprometendo todo trabalho já realizado com financiamento do projeto e causando grande insatisfação e frustrações aos envolvidos que, ao longo desse período, reuniram esforços junto ao projeto.
Diante desse contexto, da importância do projeto e de toda expectativa criada na região, sobretudo com as famílias diretamente envolvidas, reivindicamos que o processo do projeto seja respeitado e que sejam executadas todas as ações previstas no edital, além da ampliação para outras áreas, sem substituição ou redução das ações previstas para cada comunidade.
Na certeza de que toda essa situação será resolvida pelos responsáveis, em respeito ao processo e as famílias, assinamos:
Poço Redondo – SE, 15 de Janeiro de 2018.
Assentamentos Valmir Mota
Assentamento Jacaré Curituba
Assentamento Florestan Fernandes
Comunidade Poço Preto
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores 

Foto/ Elielma Vasconcelos

sexta-feira, 10 de março de 2017

MST repudia ação do Incra em Sergipe


Sem Terra que ocupam desde segunda-feira (6) as instalações da Superintendência Regional, foram notificados por uma inédita liminar de despejo


Foto: Luiz Fernando


O juiz federal Edmilson da Silva Pimenta determinou a desocupação da sede da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ocupada por integrantes do MST desde a última segunda-feira (6). 

Além da liminar de despejo que demonstra qualquer impossibilidade de diálogo com a pauta da Reforma Agrária, os Sem Terra também denunciam denunciamos os retrocessos orquestrados pelo desgoverno ilegítimo de Michel Temer, com apoio de parlamentares sergipanos

Confira a nota 

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), ao longo dos mais de 30 anos de história na luta pela terra em Sergipe, vem contribuindo para o fortalecimento das políticas de Reforma Agrária com mais de 200 assentamentos e 190 acampamentos. Nessa condição legítima, repudiamos a administração da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em Sergipe, pela sua ingerência em não atender as pautas dos movimentos campesinos e pela falta de atenção e compromisso com a Reforma Agrária, onde todos os serviços que são executados pelo Instituto encontram-se bloqueados.

Com isso, denunciamos o retrocesso orquestrado pelo desgoverno ilegítimo de Michel Temer, com apoio de parlamentares sergipanos, dentre eles destacamos a atuação de Laércio Oliveira e André Moura, que passaram a ter o controle do órgão em Sergipe, sendo os responsáveis pela indicação do superintendente Haroldo Araújo, cuja gestão atual vem de forma muito clara e objetiva desconstruindo e atacando a construção de uma Reforma Agrária Popular no estado.

O MST, que ocupa desde a segunda-feira (6) as instalações da Superintendência Regional, foi notificado por uma inédita liminar de despejo, jamais proferida anteriormente. Portanto, a atual gestão conduzida pelo senhor Haroldo Araújo não tem sensibilidade para lidar com as questões sociais, remetendo a discussão para as vias judiciais. Essa atitude tem como objetivo criminalizar as organizações da classe trabalhadora, tratando questões sociais como caso de polícia.

Durante aproximadamente nove meses de gestão foram feitas várias tentativas de negociações, porém nenhuma pauta foi atendida. Tal fato entra para a história do órgão como uma administração que não conseguiu concretizar benefícios para os assistidos. Ao contrário, cancelou os contratos de Assistência Técnica e Extensão Rural retirando mais de 200 técnicos que atendiam aproximadamente 10 mil famílias assentadas da Reforma Agrária. 

Por todas essas ações é que os camponeses que ocupam o órgão reivindicam a vistoria e desapropriação imediata das áreas em processo; a liberação e regularização de cestas básicas para as famílias acampadas; demarcação e parcelamento das áreas já desapropriadas e assistência técnica. O MST também repudia todos os pacotes de medidas que trazem retrocesso à classe trabalhadora, dentre elas a MP 759/2016, que visa a regularização fundiária, urbana e rural; a Reforma da Previdência; a Reforma Trabalhista; Privatização da DESO; a Reforma do Ensino Médio e o avanço do agronegócio no campo.

Lutar, construir Reforma Agraria Popular!

Direção Estadual do MST

Mobilizações em Aracaju marcam a Jornada de Luta das Mulheres Camponesas em Sergipe

Além da manifestação dessa quarta-feira (8), integrantes do MST ocupam desde a segunda-feira (6) a Superintendência Regional do Incra na capital sergipana.



Foto: Luiz Fernando


Na tarde dessa quarta-feira (8), mais de 300 trabalhadoras e trabalhadores do MST fizeram uma manifestação na avenida Beira Mar 13 de Julho para denunciar o descompromisso do Incra com a Reforma Agrária no estado de Sergipe. A manifestação fez parte da Jornada de Luta das Mulheres Camponesas. Também foi realizado um ato em frente à agência da Previdência Social, no centro de Aracaju, terminando nas proximidades da Associação de Engenheiros Agrônomos de Sergipe (Aease).

O protesto serviu também para exigir que o Governo Federal impeça a venda da Fazenda Junco, no município de Macambira, que irá a leilão no próximo dia 9, devido a processos trabalhistas contra os proprietários. Cerca de 200 famílias do acampamento Chico Mendes II ocupam área há nove anos, lutando para que a terra seja destinada à Reforma Agrária. 

O governo golpista de Michel Temer (PMDB) tem promovido um verdadeiro desmonte das políticas públicas para a Reforma Agrária no Brasil, com apoio de parlamentares sergipanos, dentre eles, André Moura e Laércio Oliveira que, aliados à Superintendência Regional do Incra, atacam e inviabilizam a realização da Reforma Agrária, como mais uma forma de fortalecer o mercado e o capital internacional.

Ainda como parte da Jornada de Lutas, o MST ocupa a Superintendência do Incra desde a manhã de segunda-feira (6), com o objetivo de exigir uma reunião com o Presidente Nacional do INCRA, Leonardo Góes, para tratar da pauta do movimento. Mas até agora não obteve nenhuma resposta do Superintendente do Incra em Sergipe, Haroldo Álvaro. "A ocupação é uma forma de denúncia. Queremos protestar contra a ação do Instituto, que tem histórico de descompromisso com a Reforma Agrária. É também uma forma de dizer que não concordamos com o que eles estão fazendo", explica Jocei Francisco, militante do MST.

Além de se reunir com as autoridades do Incra, as camponesas e camponeses que realizam a ocupação reivindicam a vistoria e desapropriação imediata das áreas em processo, a liberação e regularização de cestas básicas para as famílias acampadas e a demarcação e parcelamento das áreas já desapropriadas. As famílias Sem Terra afirmam que o local permanecerá ocupado por tempo indeterminado até que a pauta seja atendida. 

Sem Terra ocupam Superintendência do Incra em Sergipe

Os agricultores reivindicam a vistoria e desapropriação imediata das áreas em processo para acelerar o assentamento de mais de nove mil famílias acampadas em Sergipe

Foto: Luiz Fernando


Por Reforma Agrária e contra a retirada de direitos, cerca de 500 trabalhadoras e trabalhadores Rurais Sem Terra ocupam desde a manhã desta segunda-feira (6) as instalações da Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Sergipe.

As famílias Sem Terra, que vieram representando vários acampamentos do estado, chegaram dispostas a ficar por tempo indeterminado até que a pauta seja atendida, alegando a retirada das conquistas a partir da nova gestão do Incra/SR 23, que falta com atenção e não comprometimento com a Reforma Agrária no estado. O MST ainda exige a presença do Presidente Nacional do Incra, Leonardo Góes, para tratar da pauta.

Os agricultores reivindicam a vistoria e desapropriação imediata das áreas em processo para acelerar o assentamento de mais de nove mil famílias acampadas em Sergipe. Exigem também a liberação e regularização de cestas básicas para as famílias acampadas, bem como a demarcação e parcelamento das áreas já desapropriadas entre outras reivindicações.

“Nós, do acampamento Chico Mendes II com aproximadamente 200 famílias, estamos lutando a mais de nove anos e estamos aqui ocupando o Incra para exigir a compra imediata da área da fazenda Junco e que seja destinada para a Reforma Agrária, pois a área está penhorada por ações trabalhistas e está indo a leilão no próximo dia 9. Por isso, resistiremos até alcançar a nossa conquista”, explica Carlos Alberto (Cacau), que é dirigente estadual do MST.

Os trabalhadores denunciam o corte dos recurso do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que compromete a continuidade das ações do programa de assistência técnica, social e ambiental (Ates). O programa assessorava aproximadamente dez mil famílias de 200 assentamentos por meio de 200 profissionais técnicos no estado de Sergipe.

Os trabalhadores também denunciam a Medida Provisória 759, que qualificam como "retrocesso da Reforma Agrária", que privatiza as terras destinadas à Reforma Agrária, transformando-as em mercadoria, legaliza os grileiros de terras públicas e exclui as trabalhadoras e os trabalhadores acampados do processo de assentamentos.

"Somos contra a privatização das terras, disfarçada de titulação, e que pretende livrar-se dos assentados como mecanismo de exclusão das políticas de Reforma Agrária", sinaliza Alberto. E conclui: "exigimos o registro dos lotes e dos assentamentos na forma de Concessão de Direito Real de Uso da Terra (CDRU) e o impedimento da venda de terras dos assentamentos".

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

CARTA DE FORTALEZA

Inspirados pelas lutas camponesas cearenses, nós, coordenadoras e coordenadores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra nos reunimos em Fortaleza reivindicando a memória e o exemplo de Fidel Castro, do centenário da Revolução Russa e do cinquentenário do martírio de Che Guevara, para estudar a conjuntura política e agrária de nosso país e projetar os desafios e tarefas para o próximo período.
Foto: Luiz Fernando/ Setor de Comunicação do MST



Há uma crise estrutural do capitalismo, acentuada desde 2008, expressa nas crises econômica, política, social e ambiental, representada pelas propostas autoritárias e fascistas, que ameaçam os direitos humanos, trabalhistas e os bens da natureza em todo mundo. Neste contexto, para que o Capital continue se apropriando dos recursos econômicos da sociedade, é necessária a eliminação dos direitos históricos da classe trabalhadora para que estes recursos estejam disponíveis unicamente para o mercado financeiro. O golpe e os atos institucionais do governo ilegítimo no Brasil, como a reforma da previdência, trabalhista, a PEC55 e a entrega do Pré-Sal são exemplares deste movimento. Diante deste cenário:



1.    Reafirmamos a necessidade de reformas estruturais e de uma Reforma Agrária Popular, que garanta a soberania alimentar, a soberania nacional contra a venda das terras para o capital estrangeiro e a defesa dos bens da natureza (a água, em especial o aquífero Guarani, a terra, os minérios, o petróleo e a biodiversidade). Somos contrários e combateremos a Medida Provisória 759 do retrocesso da Reforma Agrária, que privatiza as terras destinadas à reforma agrária, transformando-as em mercadoria, legaliza os grileiros de terras públicas e exclui os as trabalhadoras e trabalhadores acampados do processo de assentamentos.



2.    Lutaremos contra a privatização das terras, disfarçada de titulação, e que pretende livrar-se dos assentados como mecanismo de exclusão das políticas de reforma agrária. Exigimos o registro dos lotes e dos assentamentos na forma de Concessão de Direito Real de Uso da Terra (CDRU) e o impedimento da venda de terras dos assentamentos.



3.    Nos comprometemos a lutar com o conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras contra a reforma da previdência, a reforma trabalhista e outras medidas que retirem os direitos historicamente conquistados. Nos comprometemos com a construção da Frente Brasil Popular e de seu enraizamento nos municípios.



4.    Somos solidários e solidárias a todas as formas de lutas e resistência contra o Golpe e apoiaremos todos os setores de nosso povo que tem se mobilizado em luta, desde os povos indígenas e quilombolas aos estudantes em escolas ocupadas, na defesa da educação pública. Assim, nos somaremos à jornada de lutas de 8 a 15 de março convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE).



5.    Denunciamos a criminalização da luta social, com a utilização de entulhos jurídicos que perseguem e condenam a luta social, sem provas e a serviço dos interesses do capital, fruto da soberba, arrogância e autoritarismo de um Poder Judiciário carregado de privilégios, mas sem nenhum compromisso social. Exigimos a liberdade de todos os trabalhadores presos e perseguidos.



6.    Convocamos todas as mulheres, do campo e urbanas, para uma grande jornada de lutas no 8 de Março. As trabalhadoras são as mais atingidas pela reforma da previdência, aprofundando as desigualdades de gênero numa sociedade machista e patriarcal.



7.    Combateremos a venda de terras para o capital estrangeiro, o retrocesso da reforma agrária e o modelo do agronegócio através de uma jornada de lutas e ocupações no mês de abril. Propomos ainda a realização de uma grande Marcha Nacional à Brasília, no segundo semestre, para denunciar as medidas do governo golpista.



8.    Defendemos a convocação de eleições gerais para o Congresso e para a Presidência da República, para que seja devolvido ao povo o direito de escolher seus representantes.



9.    Nos somaremos a Frente Brasil Popular e outras organizações de trabalhadores e trabalhadoras para construir um Programa Emergencial que combata o desemprego, a desigualdade de renda e a perda de direitos. Convocamos os trabalhadores e trabalhadoras para que no próximo período possamos construir grandes mobilizações da classe em torno do direito a Terra, a Moradia e ao Trabalho.



10.    Afirmamos nosso compromisso de solidariedade com a luta de todos os povos do mundo, frente à ofensiva do capital, o autoritarismo dos governos, a prepotência do império estadunidense, as guerras insanas, na defesa dos direitos de todos os povos por justiça e igualdade.



Nos comprometemos como militantes, homens, mulheres e jovens a assumir essas tarefas em defesa do povo brasileiro.



Fortaleza, 27 de Janeiro de 2017.



MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA



Lutar! Construir Reforma Agrária Popular!


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Trabalhadores Sem Terra debatem Produção e Organicidade

Por Luiz Fernando


Entre os dias 7 e 10 de janeiro cerca de sessenta trabalhadoras e trabalhadores Sem Terra de Sergipe se reúne, em Estância, durante o Encontro de Produção, Meio Ambiente e Cooperação Agrícola.

A partir das linhas políticas do Congresso Nacional e da Coordenação Nacional com enfoque a organicidade e formação, o Setor de Produção, Cooperação e Meio Ambiente planeja para o ano de 2016, ações que enfoque os eixos temáticos e ações transversais para a condução da reforma agrária popular.  

Agroecossistemas, sistemas de produção na agricultura, produção de sementes e alimentos saudáveis e os desafios nos assentamentos do Estado também são temas temas que orientam as reflexões durante o encontro.

Analisando o cenário político atual apontando os principais desafios colocados à classe trabalhadora na luta por direitos, o encontro tem por finalidade unificar, socializar e aprovar o planejamento com perspectiva de envolvimento da base social das famílias assentadas e acampadas, mantendo a unidade nas ações para fortalecimento da organicidade interna do MST. 

Participam do encontro dirigentes, técnicos e famílias  acampadas e assentadas de todo o estado do Sergipe, com perspectiva de contribuir nos debates e na elaboração de um planejamento para os próximos períodos


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

MST Realiza seu 29º Encontro Estadual em Sergipe

Texto: Luiz Mário de Santana Santos
Fotos: Julia Marques

Acontece de 17 a 20 (Dezembro), no Centro de Formação Canudos localizado no Assentamento Moacir Wanderley, Região Metropolitana de Sergipe o seu 29º encontro estadual, que esse ano traz como um dos pontos centrais de discussão a questão do processo de massificação do MST.
Na abertura do encontro uma mística simbolizando o desastre da barragem que ocorreu no Município de Mariana em Minas Gerais foi apresentada, representantes de diversas organizações sociais do campo e da cidade se fizeram presentes para saudar e fortalecer a unidade da luta, onde na ocasião foi destacado a importância de construirmos todos os dias um diálogo junto a sociedade para possamos avançar no caminho mais justo e igualitário para todos (as).
Participam do encontro famílias Acampadas e Assentadas de todo o estado, que vieram na expectativa de ajudar nas discussões e na elaboração de um planejamento para os próximos períodos. Além disso foi montado um espaço cultural onde todos presentes do encontro estão tendo a oportunidade de apreciar e comprar artesanatos produzidos nos assentamentos, como também uma exposição de fotos foi montada, caracterizando várias formas e elementos da cultura Sergipana.
De acordo com José Ivaldo Assentado e Educando do curso de Direito da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) da turma Eugenio Lyra (Pronera), existe um grande avanço no conjunto da organização nesses últimos 30 anos que tem sido fruto de um trabalho de formação político, no sentido de combater as contradições existentes como forma de superar as necessidades da classe trabalhadora do campo e da cidade, como protagonista de sua própria história.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Em Sergipe Assentados promovem 2º torneio Estadual de futebol Feminino e Masculino.

Texto: Luiz Mário de Santana Santos
Fotos: Julia Marques

Acontece entre os dias 11 e 12 (Dez.) no Assentamento Moacir Wanderley Região Metropolitana de Sergipe o 2º torneio de futebol feminino e masculino da Reforma Agrária. O evento é realizado pelo MST e o Centro Comunitário de formação em agropecuária Dom Jose Brandão de Castro(CFAC), um dos objetivos é aproximar assentados de todas as regiões do estado, com base em uma atividade física e saudável proporcionando momentos de lazer e confraternização.
Esse ano participarão equipes 16 divididas entre homens e mulheres 8 em cada gênero, sendo que as masculinas já vieram de torneios regionais onde os campeões agora estarão disputando o estadual, uma grande estrutura foi montada para receber a todos(as) que vierem prestigiar o evento, a exemplo da tenda de saúde e alimentos que estarão durante os dois dias.
Como já é de costume haverá premiações para os três primeiro lugares, para o encerramento do torneio, está sendo organizado uma cultural que contará com apresentações de grupos musicais da região para festejarmos esse momento com todos do Assentamento que recebeu esse torneio.






quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

2º ENCONTRO SERGIPANO DE AGROECOLOGIA


Entre os dias 01 a 03 de dezembro acontece o 2º Encontro Sergipano de Agroecologia, na Escola Agrícola Governador Valadares, localizada no município de Estância, região sul de Sergipe.

O principal objetivo do evento é promover a troca de saberes e experiências entre agricultores familiares. Além de, realizar debates sobre modelo de produção agrícola do agronegócio e quais ações os povos do campo podem articular no processo de enfrentamento deste.
Nesse sentido, o primeiro dia do encontro trouxe um debate da conjuntura política e agrária no cenário estadual e em âmbito nacional. O espaço também será de estudos com variados grupos de trabalho que abordam temas acerca da agroecologia e fomente espaços de reflexão, articulação e sistematização de práticas agroecológicas.
De acordo com a coordenação do evento, além de promover o intercâmbio de saberes entre os agricultores familiares, técnicos de ATES e entidades que compõe a Rede Sergipana de Agroecologia (RESEA), o encontro deve impulsionar o processo de integração e fortalecimento da Articulação Nacional de Agroecologia ( ANA).
Participam do encontro diversas entidades e organizações como o MST, MPA, MCP, ASA, Universidade Federal de Sergipe (UFS), EMBRAPA, FETASE, entre outras. Junto ao encontro, ainda é possível prestigiar a feira de saberes e sabores sergipanos e troca de sementes crioulas está ocorrendo no mesmo espaço.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Mulheres Sem Terra realizam Encontro em Sergipe

 Com o lema “Mulheres Conscientes na Luta Permanente”, está ocorrendo entre os dias 17 a 19 do decorrente mês no Centro de Formação Canudos, localizado no Assentamento Moacir Wanderley, na Região Metropolitana de Sergipe, o encontro estadual das mulheres Sem Terra, a mística de abertura trouxe como apresentação a vida e obra da artista feminista Frida Kahlo.

Essa atividade faz parte do calendário de luta do MST no estado, temas como analise de conjuntura, prevenção e saúde, participação da mulher na luta entre outros serão debatidos durante esses dias, além da oficina de horta vertical que traz um bom exemplo de como produzir de maneira agroecológica e diversificada para o auto consumo.
Um dos objetivos do encontro é ajudar na compreensão e desenvolvimento do trabalho de base e organização dos coletivos de mulheres dentro das áreas de Acampamentos e Assentamentos. De acordo com Marizete uma das participantes esse é um momento muito importante para todas nós e para o movimento, temos a tarefa de quando chegarmos em nossas bases buscar organizar frequentemente aquelas companheiras que não poderão estar aqui.     




terça-feira, 10 de novembro de 2015

Juventude Sem Terra realiza Encontro em Sergipe

*Por: Bruna Daniely

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
“O importante é você crer 
na juventude que existe dentro de você”
(Zé Geraldo)


Juventude Sem Terra realizou entre os dias 07 e 08 de novembro, encontro no assentamento Cuiabá, município de Canindé, sertão de Sergipe.
De acordo com Joana Vieira, da direção estadual setor de juventude, o encontro tem como principal objetivo “reafirmar o compromisso com o movimento Sem Terra e incentivar os jovens à assumirem sua identidade sem terra, bem como reconhecer a história de luta de seus pais para a transformação social”.
Além de abordar temas como cultura, educação, arte e identidade, também foram realizadas oficinas de plantação de mudas, artesanato, teatro e grafite. Dalvan Dext, 24 anos, membro da associação sergipana de Hip Hop Aliados pelo verso-ALPV, facilitou a oficina de grafite, para ele o encontro representa “uma oportunidade para trocar experiência e uma forma de apresentar modos diferentes de comunicação visual nos acampamentos e assentamentos, também mostra a força do grafite e de sua origem que é o protesto”.
Para os jovens presentes o encontro tem um significado muito grande, Ângela de Jesus, 15 anos, filha de assentados, destaca que “esses espaços, nos mostram como a luta é importante para modificarmos nossas vidas e trajetórias”. Já Lázaro Santos, 14 anos, ressalta “o encontro foi ótimo, conhecemos novas pessoas e novas formas de olhar o mundo, a partir de hoje reconheço a história de luta de meus pais, para ter uma vida melhor”.
Outros encontros no estado serão realizados até o fim do ano, eles tem como propósito discutir e organizar as pautas da juventude para o Encontro Estadual do MST que acontecerá em dezembro.

Famílias comemoram emissão de posse em Sergipe


Foram 9 anos de espera até que chegasse esse momento tão sonhado pelas famílias do Acampamento Sambaiba, localizado no Município de Pirambu Região Norte de Sergipe, aconteceu na tarde dessa Segunda feira a entrega oficial da antiga fazenda São Miguel, hoje a área recebe o nome de Assentamento Padre Geraldo que foi uma das pessoas que sempre acreditou na luta e organização da classe trabalhadora junto ao Movimento Sem Terra e que faleceu no ano de 2013 deixando um verdadeiro exemplo de esperança, dignidade, coragem e solidariedade para todos(as) que o conhecia.Estiveram na solenidade de posse, o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária(INCRA)/SE André Bomfim, o Assessor Carlos Fontenelle representando o  Deputado Federal João Daniel(PT), membros da Direção nacional e estadual do MST e varias outras autoridades do Município.

Uma grande festa foi preparada para comemorar esse momento. Com  muita música ao som do trio pé de serra chocalho de bode, grupo do próprio Assentamento  e apresentação do grupo de Teatral Canudos em movimento que apresentaram a peça Auto dos descaminhos de Ivan Santana.Desde que a área foi ocupada em 2006, as famílias vem produzindo dentro da proposta agroecológica varias culturas como macaxeira, batata, milho, feijão, banana, mamão, laranja, hortaliças e animais de pequeno porte.


De acordo com Moçinha, uma das assentadas, “ essa conquista representa vida nova e muitos anos de luta sempre acreditando que um dia iriamos alcançar esse objetivo”, outra questão é que As famílias esperam a partir de agora aumentarem sua produção no Assentamento.


    


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Sem Terrinha realizam encontro estadual em Sergipe

O encontro reuniu mais de 250 crianças de acampamentos e assentamentos de todo estado.

Na última sexta feira (16) cerca de 250 crianças Sem Terrinha de assentamentos e acampamentos do sertão, sul, norte e região metropolitana de Sergipe, participaram do Encontro dos Sem Terrinha no Assentamento Moacir Wanderlei no povoado Quissamã, Nossa Senhora do Socorro.


De acordo com Acácia Daniel,  do setor de educação do Movimento, encontro teve como objetivo "trabalhar a identidade do Movimento Sem terra e resgatar a nossa cultura popular”, destaca. 


Acácia também destaca que "a atividade trouxe uma importante contribuição para fortalecer também o setor de educação do MST junto aos trabalhos que são realizados nas escolas dos assentamentos".

Durante o encontro ficou claro que a inserção dos Sem Terrinhas na construção do espaço de luta é primordial para a continuação do Movimento Sem Terra, através deles que reproduzimos nossa identidade, construímos juntos o aprendizado e fortalecemos nossas bandeiras de luta.


Ao longo do dia, diversas atividades foram realizadas, entre elas apresentações de danças folclóricas regionais (reisado, dança da peneira), oficina de construção de brinquedos, sarau de poesias, pintura facial, brincadeiras de roda e jogos esportivos.

domingo, 13 de setembro de 2015

Famílias Sem terra festejam imissão de posse em Sergipe

Foram pouco mais de quatro anos de luta para que as famílias acampadas na Fazenda Camaçari, no município de Itaporanga da Juda, região Metropolitana de Sergipe, conquistassem o Assentamento Vitória da Conquista.

Centenas de pessoas participaram da celebração da conquista da área nesta terça-feira (8), ocupada no dia 17 de abril de 2011. O dia de comemoração foi ainda mais especial às 100 famílias que serão assentadas no local. 

Entre os convidados para a festa estavam autoridades municipais, como a prefeita Maria das Graças Souza Garcez, o Secretário de Agricultura do Estado, Esmeraldo Leal, membros da direção estadual e nacional do MST e o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Sergipe, André Bomfim.

A mística realizada pelos Sem Terra relembrou a dificuldade de se chegar até o momento da conquista da terra, e apontou os inúmeros desafios que se tem pela frente, como a garantia de uma produção intensa de alimentos, agroecológicos e de forma coletiva.


Após a entrega oficial da área, todos puderam confraternizar com um almoço coletivo ao som do típico forró pé de serra.

Feira da Reforma Agrária proporciona alimentos saudáveis a população de Aracaju





Macaxeira, milho, batata, banana, coco, abóbora, hortaliças, produtos industrializados e ainda uma variedade de artesanato.


Essas são apenas algumas das opções que a população de Aracaju pode encontrar em mais uma edição da Feira da Reforma Agrária de Sergipe, que acontece entre os dias 8 a 11/09 na Praça Fausto Cardoso. A feira conta com a participação de famílias assentadas e acampadas que se deslocaram de diversas regiões do estado e trouxeram uma grande variedade de produtos agroecológicos livres de agrotóxicos.
Nesta edição, uma das novidades é o Stand de Saúde Popular, onde uma equipe de médicos, enfermeiros e membros do setor de saúde do MST realizam vários exames como, pressão arterial, massoterapia, fitoterápicos e debates sobre direitos sociais.
Durante todas as noites, um verdadeiro festival da cultura popular nordestina faz a animação do evento, com forró pé de serra, apresentações de grupos culturais de Sergipe e o coral dos Sem Terrinha.

Um dos principais objetivos da feira é justamente fortalecer a relação entre campo e cidade, dando a oportunidade das pessoas comprarem os alimentos diretamente de quem planta e colhe a produção.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Trabalhadores da Indústria Têxtil Paralisam Atividades em Sergipe.





Na manhã de hoje 29/05, cerca de 500 trabalhadores da indústria têxtil Trutnorth localizada no Município Nossa Senhora do Socorro Região Metropolitana de Sergipe  juntamente com o MST, CUT, Movimento dos Trabalhadores Urbanos (MOTU), Movimento sem Teto e diversas centrais sindicais, paralisarão as atividades em decorrência de varias irregularidades apresentada por essa empresa.


Em frente ao portão de acesso a fabrica, ouvi um ato politico com falas dos representantes das entidades presentes em apoio a luta dos trabalhadores, no qual eles denunciam as péssimas condições de trabalho como alimentação inadequada, assistência medica, salários atrasados e reduzidos no valor que deveriam ser pagos. No decorrer do ato alguns trabalhadores acabaram sendo ameaçados por funcionários  da empresa e decidiram furar a greve, mais a grande maioria continuaram firme acreditando no poder da organização.
Essa atividade faz parte da paralização nacional contra a PL 4330, e se inclui no calendário de luta do MST no Estado. 
 Em seguida a mobilização ganha as ruas do Conjunto João Alves em destino a ponte de acesso ao município de Nossa Senhora do Socorro onde acontece o fechamento das duas vias por tempo indeterminado até que os representantes da empresa dessem algum posicionamento em relação as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
           

domingo, 31 de maio de 2015

MST intensifica Trabalho de base em Sergipe

Neste ultimo fim de semana 30 e 31 aconteceu mais um trabalho de formação de base do MST no Acampamento Nova Esperança localizado no Município de Siriri Região Metropolitana de Sergipe.
 O acampamento já existe a dez anos e apresenta um grande número de jovens e crianças que ficaram muito felizes com esse trabalho e acreditam que poderão seguir na luta mais confiantes, nesse período as famílias a algum tempo vem produzindo alimentos que ajudam na alimentação do dia como macaxeira, feijão, batata, milho, mamão, maracujá e hortaliças.
Essa atividade contou com a participação dos setores de comunicação e juventude, que abordarão temas como organicidade do MST, Mídia e Luta pela Terra além do protagonismo da juventude, como também foi entregue a revista Sem terrinha para as crianças presentes destacando a importância delas no decorrer da luta.
De acordo com Maria Coordenadora do acampamento foi fundamental esse momento de estudo e reflexão para que possamos continuar acreditando e nos organizando cada vez mais.    

A área que vem sendo reivindicada tem cerca de 2.800 tarefas que pertence a uma grande fazendeira da região e apresenta várias irregularidades como índices de improdutividades e desmatamento da reserva. Além disso por se localizar perto da sede do Município, as famílias relatam que vem sendo pressionadas pelo prefeito que considera ilegal a ocupação e quer implementar um projeto de moradia para beneficiar outras famílias com interesses políticos.



quarta-feira, 29 de abril de 2015

UFS e MST Promovem 2º Jornada Universitária em defesa da Reforma Agrária

Durante os dias 28, 29 e 30/Abril estará acontecendo na Universidade Federal de Sergipe a 2º edição da jornada Universitária em defesa da Reforma Agrária Popular. Temas como Questão Agrária, Meios de Comunicação, Criminalização dos Movimentos Sociais, Educação do Campo e Juventude estarão sendo debatidos  nesses três dias de jornada.
Como também exposição fotográfica e de vídeos, atividades culturais, além de uma feira da Reforma Agrária com produtos Agroecológicos das áreas de Assentamentos e Acampamentos como: hortaliças, legumes, frutas, bolos, biscoitos e artesanatos que estarão sendo comercializados com uma garantia de qualidade e de baixo custo.
A jornada acontece dentro do calendário de lutas do mês de Abril, que nesse ano relembramos o massacre de Eldorados dos Carajás  que ocorreu a 19 anos atrás onde 21 trabalhadores rurais Sem-terra foram brutalmente assassinados no Estado do Pará em 1996.   
Uma das propostas é mostrar para o espaço acadêmico, as causas pala qual o MST luta e se organiza no sentido também de conhecer a estrutura da Universidade, protagonizando o debate da Reforma Agrária Popular em seus variáveis aspectos sociais, econômicos e culturais dentro do cotidiano da sociedade Brasileira. Com isso aproveitar o momento para que possamos fazer uma analise de conjuntura entre o campo e a cidade em um processo de estreitamento e discussões dessas demandas que venham facilitar na construção de debates das politicas para a educação em um sentido que possamos melhorar cada vez mais.    
  



segunda-feira, 27 de abril de 2015

Movimentos sociais protestam contra os 50 anos da Rede Globo

Cerca de 150 manifestantes se reuniram neste domingo, 26, na praça Maracaju, em Aracaju, para protestar contra a comemoração dos 50 anos da Rede Globo. Em marcha ao som de batuques e palavras de ordem, como “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo” e “a verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”, seguiram até a sede da filiada da Rede Globo no Estado, a TV Sergipe.

O grupo permaneceu em frente à TV Sergipe por cerca de uma hora. Entre os participantes estavam militantes de vários movimentos sociais, como Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU) Movimento Nacional pelos Direitos Humanos (MNDH) e Levante Popular da Juventude (LPJ).

Segundo os organizadores, o objetivo foi protestar contra a manipulação e a forma como a emissora distorce os fatos para que a sociedade compactue com o discurso das classes dominantes. “O ato  é contra os abusos que a Rede Globo comete com o trabalhador que não vê suas pautas e necessidades sendo notícia na TV, ao contrário, somos sempre criminalizados”, argumenta Maria José, do MOTU.

Mídia democrática - Já Roberval dos Santos, 42 anos, militante do MST, destaca a democratização da comunicação. “Precisamos de uma mídia democrática que não atenda só os anseios da classe dominante, precisamos regionalizar a programação ao invés de hegemonizar os conteúdos e apagar a cultura popular”.

Além  da criminalização dos movimentos sociais e o apoio à ditadura no Brasil, a sonegação de imposto da Rede Globo, a erotização da programação e o apelo à desvalorização da Petrobras também foram questionadas pelos manifestantes.

Após o ato, e com a chegada da Polícia Militar, os manifestantes retornaram em caminhada para a praça Maracaju, que contou vasta programação cultural, como apresentação de hip hop e de cantores locais. O ato em Sergipe faz parte de uma mobilização nacional.